Teve um desenlance feliz o negócio entre o Maxaquene, o Atlético Muçulmano e o Grupo AFRIN, visando a venda dos campos dos muçulmanos e dos tricolores.
A partir deste sábado, o Maxaquene será o novo dono do Complexo Desportivo do Atlético, colocando ponto final a oito meses de aturadas negociações, caracterizadas por recuos e avanços de ambas partes. Os números envolvidos no negócio não foram revelados, não obstante a pressão dos jornalistas nesse sentido.
Assim, muito brevemente, os tricolores deverão remodelar as instalações adequando-as às suas cores, para além da colocação de holofotes, para a realização de jogos à noite. Consta ainda dos projectos dos maxacas a atribuição de de um novo nome para o recinto, que deverá estar associado a uma instituição bancária ainda não revelada. “Neste momento há dois bancos interessados no negócio”, assegurou Rafindine Mahomed.
Intervindo no acto de apresentação pública do campo, o presidente do Maxaquene, Rafindine Mahomed, disse que o negócio vem satisfazer as ambições da sua equipa que passam necessariamente pela criação de condições condignas para o plantel de futebol. E para justificar a opção da venda de parte do património do clube, que inclui o campo de futebol e a antiga sede social, a nossa fonte socorreu-se do estado de degração em que se apresentam as bancadas, que “no ano passado, aquando da realização de um espectáculo musical, parte delas ameaçava ruir a qualquer momento, e para não corrermos riscos, decidimos por vender o campo”, afirmou Mahomed para mais adiante evocar o estado lastimável do relvado, que muitas vezes obrigou o português Litos a reclamar publicamente, a falta de um piso de qualidade para o futebol que pretende que a sua equipa pratique.
CAMPO DO MAXAQUENE PASSA PARA O GRUPO AFRIN
Consumado o negócio de compra do campo do Atlético por parte dos tricolores, cabe agora ao Grupo AFRIN assumir as suas instalações, que ao que o DM sabe, num futuro breve transformar-se-ão numa cadeia de hotéis e supermercados. O representante deste grupo que actua na área de hotelaria e de imobiliária, Mehmudumia Amodo, evitou pronunciar-se acerca dos projectos que irá desenvolver no espaço, mas garantiu ter desempanhado um papel fundamental no negócio, o que acabou viabilizando a sua realização. “Congratulo-me com este projecto feliz. É verdade que o grupo AFRIN foi a peça fundamental para o projecto do Maxaquene e desde logo se propôs a compartilhar este plano desportivo e, por isso, tudo fizemos para que chegasse a este final. A partir do próximo dia 15 será pertença do Clube de Desportos da Maxaqune e nos próximos dois meses será feita a escritura pública.”
Para que não haja equívocos, o negócio da venda do património do Maxaquene não inclui o seu imponente Pavilhão Gimnodesportivo, considerado a catedral do basquete moçambicano, e a actual sede social do clube, conforme garantias dadas pelo líder máximo dos maxacas.
DERBY NO DIA DO BAPTISMO
Os tricolores descerão domingo ao ex-relvado dos muçulmanos na condição de novos inquilinos, para defrontar o Ferroviário de Maputo, num verdadeiro baptismo à nova casa, que se pretende traga muitas alegrias aos aficcionados da equipa, tal como se ouviu de várias pessoas presentes na cerimónia.
Com efeito, os tricolores passam a ser donos de pleno direito do campo só depois das zero horas do dia 14 de Março, após a realização do jogo entre o Atlético e a Liga Muçulmana, jogo que os pupilos de Salvado farão ainda na condição de donos. posto isto o Maxaquene passará a ditar as normas como proprietário.
O FUTURO DO ATLÉTICO
Tal como rezam os regulamentos da Liga Moçambicana de Futebol, o futuro do Atlético passará pela Matola, onde vai efectuar os jogos oficiais num recinto que já foi seu. A longo prazo, os muçulmanos poderão contruir um novo complexo desportivo, mas esta posição ainda não é oficial, pois a direcção do clube não se fez representar na cerimónia de apresentação pública do novo campo do Maxaquene.(x)
quarta-feira, 11 de março de 2009
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