
Maxaquene, 0 – Ferroviário de Nampula, 0
Maxaquene e Ferroviário de Maputo apresentaram-se em campo prontos para brindar os cerca de dois espectadores que acorreram ao campo dos tricolores, debalde. O embate contava para a décima segunda jornada do Moçambola-2008. O jogo não teve muitos motivos de interesse, tudo por culpa dos intervenientes. O Ferroviário de Nampula a jogar para não perder e o Maxaquene bastante tímido. Resultado, a primeira vintena de minutos foi mesmo para esquecer. Só aos vinte e cinco minutos é que vimos a primeira situação digna de relevo, quando Liberty, experimenta a potência do seu remate, cujo resultado não surtiu grandes efeitos. Era a segunda vez que o zimbabweano rematava para a baliza do tranquilo guarda-redes Mohamed.Nos minutos que se seguiram o jogo foi seguindo a mesma toada, até que aos 32 minutos, o internacional malawiano, Limbani, cai desamparado no relvado, acometido por uma doença denominada epilepsia. Durante alguns minutos o jogador ficou a contorcer-se com dores, acabando por ser transportado, de emergência, para o Hospital Central de Maputo, para os respectivos cuidados médicos. Relatos que nos chegam de Nampula dão conta de que esta é a segunda vez que o jogador sofre tal crise, em pleno jogo de futebol, o que pode ser fatal. O estádio ficou gelado, e alguns jogadores até levaram as mãos à cabeça, temendo o pior. Para colmatar a saída do experiente e talentoso malawiano, Nacir Armando lançou para o jogo o extremo Nando, que com algum custo acabou engrenando no jogo, isto só na segunda metade da contenda. O Ferroviário de Nampula apostava em contra-ataques rápidos e venenosos. E numa dessas situações, Hélder Pelembe, leva consigo toda a linha ofensiva da sua equipa, num daqueles ataques em bloco da sua equipa, com o esférico a esbarrar numa floresta de pernas da defensiva tricolor, comandada pelo central Narciso, que vai crescendo a olhos vistos. Os pupilos de Nacir Armando mostravam-se muito perigosos neste tipo de jogadas, sua arma principal em jogos feitos fora do seu burgo. Aliás Nacir privilegia a defesa à zona, para em lances de contra-ataque, surpreender os seus adversários. E porque o jogo decorria a passo de camaleão, com jogadas denunciadas e passes transviados, só aos 41 minutos, Eurico volta a aquecer os espectadores sentados nas frias bancadas do campo do Maxaquene. O avançado tricolor, com tudo para fazer o golo, sozinho na área de rigor, faz o mais difícil rematando frouxo e sem perigo para os forasteiros, no melhor lance da primeira parte. Quanta displicência do atacante tricolor! O intervalo viria logo a seguir e o descanso para os atletas refrescarem-se e os treinadores traçarem novas estratégia, pois já se impunha. A segunda parte começa com o Ferroviário de Nampula algo crescido que o seu adversário, mas sem que chegasse a assustar, ou a criar calafrios aos defesas contrários. Nesse período de ascendência locomotiva, registo para o remate de Nando que, mal medido, sai rente ao poste esquerdo de Dionísio, com o esférico a bater mesmo a rede, dando sensação de golo. Aos 60 minutos, o mesmo jogador volta a estar no centro das atenções, com um cabeceamento que vai até ao poste direito de Dionísio, com o árbitro Justino Faduco a sancionar, erradamente, um pontapé de canto para os locomotivas. A resposta do Maxaquene viria, com Kito I - em dia não – que num cruzamento traiçoeiro, por pouco colocava o esférico no fundo das malhas de Mahomed, mas, caprichosamente o esférico passa a roçar a trave da baliza.Aos 70 minutos, novo remate, sem resultado de Kito I, numa jogada bem desenhada pela frente atacante tricolor e bastante aplaudida pelos seus aficcionados.O pouco perfume de um bom futebol estava reservado para os últimos vinte minutos do jogo, com o Maxaquene a fixar-se praticamente no meio campo contrário. Neste bom momento do jogo, faltou cabeça fria aos avançados do tricolores. Recordemos alguns desses momentos: Amílcar, aproveita da melhor maneira o adiantamento da defesa contrária, só que no momento do remate, prefere passar o esférico para o seu colega de ataque, Jordão, que já desenquadrado com a baliza, remata fraco, para uma defesa fácil do tanzaniano Mohamed, jogava-se o minuto 85. Pouco antes, havia sido Macamito a falhar a intercepção de um passe letal do trinco King. Faltaram pernas ao avançado, pois a idade começa a pesar. Já quase no fim, Kito I, cruza o esférico, com conta, peso e medida para uma óptima recepção de Matlhombe, que remata frouxo. Em resposta, o Ferroviário quase entornava o caldo, Nando faz tudo perfeito, só que o remate acaba sendo travado por Dionísio para canto. Na sequência do lance, nada de novo aconteceu, com o esférico a ser rechaçado pela defesa do Maxaquene.De frisar que o técnico do Maxaquene, o italiano Enrico Bozzano, continua a orientar os seus pupilos da bancada, esperando que seja permitido sentar-se no banco pela Liga Moçambicana de Futebol. Pelas informações que colhemos junto da direcção do Maxaquene, espera-se a qualquer momento a recepção da documentação do técnico para que possa ser entregue ao órgão que rege o Moçambola-2008. As duas equipas teimavam em não marcar, até que Justino Faduco decide pelo fim da contenda, sem que tivesse influenciado no resultado, apesar de alguns erros, próprios de um trabalho em equipe. Em alguns momentos assistiu-se a uma descoordenação com os seus auxiliares. No capítulo disciplinar, Faduco foi igual a si mesmo, exibindo os cartões amarelos quando se impunha, disciplinando desta feita os artistas. FICHA TÉCNICA Campo do MaxaqueneAssistência cerca de 2 mil espectadoresArbitragem: Juiz principal: Justino Faduco (2)1º Assistente: Henriques Langa2º Assistente: Carlos Paulino4º Árbitro: Aníbal ArmandoDisciplina: Amarelos para Campira, Narciso e Eurico (Maxaquene); Serginho (Ferroviário de Nampula)Maxaquene: Dionísio (2); Fredy (2), Campira (2) e Narciso (3); Kito II (2), King (3), Jumisse (1), Liberty (2) e Eurico (2); Kito I (2) e Macamito (2).Jogaram ainda: Amilcar (1), Matlhombe (1) e Jordão (1), para os lugares de Eurico, Jumisse e Liberty, respectivamente.Treinador: Enrico Bozzano Ferroviário de Nampula: Muhamad (2); Faife (2), Kiki (3), Jonas (2), Elídio (3), Marufo (2), Serginho (3), Hélder Pelembe (2), Elfídio (2), Limbani (2) Hélder Cuinica (2).Jogaram ainda: Mipato (1), Nando (2) e Dula (1), para os lugares de Hélder Pelembe, Limbani e Hélder Cuinica, respectivamente.Treinador: Nacir Armando
Maxaquene e Ferroviário de Maputo apresentaram-se em campo prontos para brindar os cerca de dois espectadores que acorreram ao campo dos tricolores, debalde. O embate contava para a décima segunda jornada do Moçambola-2008. O jogo não teve muitos motivos de interesse, tudo por culpa dos intervenientes. O Ferroviário de Nampula a jogar para não perder e o Maxaquene bastante tímido. Resultado, a primeira vintena de minutos foi mesmo para esquecer. Só aos vinte e cinco minutos é que vimos a primeira situação digna de relevo, quando Liberty, experimenta a potência do seu remate, cujo resultado não surtiu grandes efeitos. Era a segunda vez que o zimbabweano rematava para a baliza do tranquilo guarda-redes Mohamed.Nos minutos que se seguiram o jogo foi seguindo a mesma toada, até que aos 32 minutos, o internacional malawiano, Limbani, cai desamparado no relvado, acometido por uma doença denominada epilepsia. Durante alguns minutos o jogador ficou a contorcer-se com dores, acabando por ser transportado, de emergência, para o Hospital Central de Maputo, para os respectivos cuidados médicos. Relatos que nos chegam de Nampula dão conta de que esta é a segunda vez que o jogador sofre tal crise, em pleno jogo de futebol, o que pode ser fatal. O estádio ficou gelado, e alguns jogadores até levaram as mãos à cabeça, temendo o pior. Para colmatar a saída do experiente e talentoso malawiano, Nacir Armando lançou para o jogo o extremo Nando, que com algum custo acabou engrenando no jogo, isto só na segunda metade da contenda. O Ferroviário de Nampula apostava em contra-ataques rápidos e venenosos. E numa dessas situações, Hélder Pelembe, leva consigo toda a linha ofensiva da sua equipa, num daqueles ataques em bloco da sua equipa, com o esférico a esbarrar numa floresta de pernas da defensiva tricolor, comandada pelo central Narciso, que vai crescendo a olhos vistos. Os pupilos de Nacir Armando mostravam-se muito perigosos neste tipo de jogadas, sua arma principal em jogos feitos fora do seu burgo. Aliás Nacir privilegia a defesa à zona, para em lances de contra-ataque, surpreender os seus adversários. E porque o jogo decorria a passo de camaleão, com jogadas denunciadas e passes transviados, só aos 41 minutos, Eurico volta a aquecer os espectadores sentados nas frias bancadas do campo do Maxaquene. O avançado tricolor, com tudo para fazer o golo, sozinho na área de rigor, faz o mais difícil rematando frouxo e sem perigo para os forasteiros, no melhor lance da primeira parte. Quanta displicência do atacante tricolor! O intervalo viria logo a seguir e o descanso para os atletas refrescarem-se e os treinadores traçarem novas estratégia, pois já se impunha. A segunda parte começa com o Ferroviário de Nampula algo crescido que o seu adversário, mas sem que chegasse a assustar, ou a criar calafrios aos defesas contrários. Nesse período de ascendência locomotiva, registo para o remate de Nando que, mal medido, sai rente ao poste esquerdo de Dionísio, com o esférico a bater mesmo a rede, dando sensação de golo. Aos 60 minutos, o mesmo jogador volta a estar no centro das atenções, com um cabeceamento que vai até ao poste direito de Dionísio, com o árbitro Justino Faduco a sancionar, erradamente, um pontapé de canto para os locomotivas. A resposta do Maxaquene viria, com Kito I - em dia não – que num cruzamento traiçoeiro, por pouco colocava o esférico no fundo das malhas de Mahomed, mas, caprichosamente o esférico passa a roçar a trave da baliza.Aos 70 minutos, novo remate, sem resultado de Kito I, numa jogada bem desenhada pela frente atacante tricolor e bastante aplaudida pelos seus aficcionados.O pouco perfume de um bom futebol estava reservado para os últimos vinte minutos do jogo, com o Maxaquene a fixar-se praticamente no meio campo contrário. Neste bom momento do jogo, faltou cabeça fria aos avançados do tricolores. Recordemos alguns desses momentos: Amílcar, aproveita da melhor maneira o adiantamento da defesa contrária, só que no momento do remate, prefere passar o esférico para o seu colega de ataque, Jordão, que já desenquadrado com a baliza, remata fraco, para uma defesa fácil do tanzaniano Mohamed, jogava-se o minuto 85. Pouco antes, havia sido Macamito a falhar a intercepção de um passe letal do trinco King. Faltaram pernas ao avançado, pois a idade começa a pesar. Já quase no fim, Kito I, cruza o esférico, com conta, peso e medida para uma óptima recepção de Matlhombe, que remata frouxo. Em resposta, o Ferroviário quase entornava o caldo, Nando faz tudo perfeito, só que o remate acaba sendo travado por Dionísio para canto. Na sequência do lance, nada de novo aconteceu, com o esférico a ser rechaçado pela defesa do Maxaquene.De frisar que o técnico do Maxaquene, o italiano Enrico Bozzano, continua a orientar os seus pupilos da bancada, esperando que seja permitido sentar-se no banco pela Liga Moçambicana de Futebol. Pelas informações que colhemos junto da direcção do Maxaquene, espera-se a qualquer momento a recepção da documentação do técnico para que possa ser entregue ao órgão que rege o Moçambola-2008. As duas equipas teimavam em não marcar, até que Justino Faduco decide pelo fim da contenda, sem que tivesse influenciado no resultado, apesar de alguns erros, próprios de um trabalho em equipe. Em alguns momentos assistiu-se a uma descoordenação com os seus auxiliares. No capítulo disciplinar, Faduco foi igual a si mesmo, exibindo os cartões amarelos quando se impunha, disciplinando desta feita os artistas. FICHA TÉCNICA Campo do MaxaqueneAssistência cerca de 2 mil espectadoresArbitragem: Juiz principal: Justino Faduco (2)1º Assistente: Henriques Langa2º Assistente: Carlos Paulino4º Árbitro: Aníbal ArmandoDisciplina: Amarelos para Campira, Narciso e Eurico (Maxaquene); Serginho (Ferroviário de Nampula)Maxaquene: Dionísio (2); Fredy (2), Campira (2) e Narciso (3); Kito II (2), King (3), Jumisse (1), Liberty (2) e Eurico (2); Kito I (2) e Macamito (2).Jogaram ainda: Amilcar (1), Matlhombe (1) e Jordão (1), para os lugares de Eurico, Jumisse e Liberty, respectivamente.Treinador: Enrico Bozzano Ferroviário de Nampula: Muhamad (2); Faife (2), Kiki (3), Jonas (2), Elídio (3), Marufo (2), Serginho (3), Hélder Pelembe (2), Elfídio (2), Limbani (2) Hélder Cuinica (2).Jogaram ainda: Mipato (1), Nando (2) e Dula (1), para os lugares de Hélder Pelembe, Limbani e Hélder Cuinica, respectivamente.Treinador: Nacir Armando
Sem comentários:
Enviar um comentário