Pois é, diz o adágio popular que “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”.
E parece mesmo não haver pão para todos na selecção nacional de hóquei em patins, ontem arredada dos quartos-de-final da trigésima nona edição do Campeonato do Mundo do Grupo “A”, após um arreliador empate sem golos ante a Colômbia, numa prova que decorre em duas cidades espanholas, Vigo e Pontevedra.
A polémica terá sido despoletada pelo jovem Spiros Esculudes “Kiko”, e mais tarde confirmada por José Carlos antigo seleccionador e “capitão”da equipa de todos nós, portanto um homem vivido em matéria do desporto sobre rodas.
A alegada cisão na selecção nacional entre a velha e nova geração é apontada como sendo o pomo da discórdia, num verdadeiro conflito de gerações. Os mais novos reclamam mais espaço na selecção, pois os nossos briosos profissionais que actuam em Portugal já não têm a mesma frescura física de outros tempos. Siga, Mafamba e Kiko, terão sido os mais prejudicados, porquanto pouco utilizados.
Tal como dizia, didacticamente, José Durbeque, após o final do jogo e das bombásticas declarações de Kiko, pena é que estas situações surjam só quando os resultados são menos conseguidos.
Enfim, somos talhados a justificar os nossos fracassos, triste sina, essa do ser humano, que é assim mesmo por natureza.
Nuno Adrião, esse valioso guarda-redes, e com enorme experiência, diz sabiamente que é nos momentos difíceis que deve vir ao de cima o espírito de grupo e de camaradagem, por forma a que sejam torneadas todas as dificuldades que a vida obriga a enfrentar.
Falhado o primeiro objectivo que era melhorar a oitava posição, alguma vez alcançada por Moçambique em Copas do Mundo, há que levantar a cabeça e olhar em frente, pois ainda fazemos parte da elite do hóquei mundial, não fôssemos nós uma das dezasseis melhores selecções do planeta.
Seria de todo honroso se conseguíssemos figurar no top-10, para em 2011, altura em que, ao que tudo indica, acolheremos o Mundial não prestarmos favor a ninguém, ou seja não estarmos no Mundial, apenas na condição de anfitriões, a mesmíssima coisa que acontece hoje com Angola e África do Sul, no que diz respeito ao Campeonato Africano e Mundial de Futebol, em 2010.
Para a nossa eliminação precoce dos quartos-de-final, uma vez mais teremos subestimado os nossos adversários, teoricamente considerados acessíveis. De uma hipotética goleada por números redondos, terá pesado a ansiedade e, não marcamos sequer um golo, para salvar a honra do convento, como sói dizer-se.
Lembro-me que todos, ou quase todos os integrantes da selecção nacional, quando instados a reagir ao emparceiramento dos jogos da primeira fase do Mundial, diziam sem papas na língua, que Deus foi moçambicano, pois não nos teria calhado melhor sorte, começar pelo adversário mais forte e por ordem decrescente encontrarmos os restantes, colocando por isso a Colômbia, como um dos outsiders do grupo. Aí, uma vez mais, o tiro saiu-nos pela culatra. Foi assim no futebol contra o Quénia, lembram-se? Pois é, os jogos ganham-se em campo.
Não estarei longe da verdade se disser que a pálida prestação de Moçambique nesta fase fica a dever-se a fraca preparação, pois uma Copa do Mundo não se prepara em três semanas, período de duração do estágio na Catalunha. A preparação em Maputo essa foi bastante condicionada.
Senhores, sejamos sérios e, aprendamos dos nossos erros, pois o desporto da alta competição não se compadece com o amadorismo e desorganização.
Um abraço fraterno de Adão Matimbe.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O hábito de deixar tudo para o fim
Este meu arazoado vem a propósito de uma interessante declaração do Director do Jornal Desafio, Almiro Santos, segundo a qual “a estrutura antropológica do moçambicano está configurada para deixar tudo para o fim”, na esteira de um debate televisivo realizado por um dos canais de televisão nacional, no passado dia 30 de Junho deste ano.
O mote para o debate era o actual estágio da selecção nacional de futebol, terminada a primeira volta da campanha combinada de qualificação para o CAN e Mundial de futebol de 2010, duas provas que vão decorrer tão próximo de nós, em Angola - devido a proximidade linguística e na África do Sul - um país geográfica e umbilicalmente próximo.
Eis que volvidas três jornadas desta campanha, eis que, contra todas as expectativas, Moçambique vê as suas aspirações seriamente comprometidas. O Mundial da África do Sul, esse praticamente já é uma miragem e, o CAN’2010 ainda é um sonho possível, – Sigmund Freud, define sonhos, como “desejos repimidos”. Oxalá que consigamos almejar um desses desejos nossos.
Apesar da enorme convicção dos moçambicanos, uma eventual derrota dos Mambas no próximo dia 6 de Setembro frente aos quenianos, nossos adversários directos por uma vaga, no “Africano” de Angola, deita tudo a perder.
Nas contas dos mais optimistas o calendário é favorável para a “equipa de todos nós” que vai fazer dois jogos no seu burgo, o segundo ante a Tunísia, a 14 de Novembro. Antes teremos uma deslocação difícil à Nigéria, uma séria candidata a chegar ao Mundial a par dos Leões do Cartago. Por outro lado, o Quénia terá duas deslocações complicadíssimas para Maputo e Tunis.
No arranque desta campanha colocamos a fasquia bem alto, após o empate ante o todo-poderoso Nigéria. Fomos a Tunis perder e, para o desalento de todos, baqueamos no Quénia, se calhar por termos subestimado o adversário, pois tomámo-lo como pêra-doce, um pecado mortal.
Mas também em Nairobi sentimos a falta e a forte dependência de alguns bahitues da selecção Kampango, Mano e Miro. Imaginem no dia que jogarmos sem o “puto-maravilha”, Dominguez, por um motivo qualquer. Oxalá que isso não nos aconteça nunca! É imperioso que o seleccionador nacional Mart Nooij encontre alternativas a esses jogadores.
Voltando para a “estrutura antropológica do moçambicano deixar tudo para o fim”, muita gente acredita que à semelhança do que acontecera na segunda fase desta campanha, também podemos voltar a cometer a mesma proeza, e à última hora conseguirmos o tão desejado apuramento. Na ocasião anterior foi sofrível demais esperar pela matemática, numa conjugação de números que parecia impossível. Meus senhores, depender do acaso é delicado e às vezes não dá certo.
Ora, porque eu “penso e logo existo”, sou de opinião que a equipa técnica encontre alternativas dentro do nosso Moçambola, que começa a ser um campeonato cada vez mais competitivo e a produzir estrelas capazes de cintilar em qualquer Galáxia.
Sou compelido a concordar com opiniões segundo as quais Mart, ou “tem medo de perder para não depreciar o seu valor no mercado ou possui uma agenda oculta”, pois pelo contrário não iria recusar jogos de controle para, por um lado, ensaiar novos jogadores e dotá-los de experiência internacional, e por outro experimentar outros esquemas tácticos.
A propósito da triste actuação do guarda-redes Marcelino em Nairobi, e dos resultados menos conseguidos da selecção, cresce a necessidade de se ter um psicólogo na equipa, mas Mart, uma vez mais se recusa. Acenado sobre a possibilidade de contar com um treinador para guarda-redes, a resposta é um monossilábico NÃO. Sem dúvidas que essas são decisões polémicas e discutíveis.
Apelo ao bom senso do seleccionador por forma a que não afaste o público e desvaneça a empatia que se têm da selecção nacional e de si, desde que chegou à Moçambique em Fevereiro de 2007, onde em jogos de qualificação para as duas últimas campanhas de quelificação para o CAN-2008 e CAN/Mundial’2010, ganhou quatro jogos, perdeu tantos outros e empatou cinco, três dos quais frente aos colossos Senegal, Costa do Marfim e Nigéria. Estas partidas saldaram em 13 golos marcados e 11 sofridos.
O mote para o debate era o actual estágio da selecção nacional de futebol, terminada a primeira volta da campanha combinada de qualificação para o CAN e Mundial de futebol de 2010, duas provas que vão decorrer tão próximo de nós, em Angola - devido a proximidade linguística e na África do Sul - um país geográfica e umbilicalmente próximo.
Eis que volvidas três jornadas desta campanha, eis que, contra todas as expectativas, Moçambique vê as suas aspirações seriamente comprometidas. O Mundial da África do Sul, esse praticamente já é uma miragem e, o CAN’2010 ainda é um sonho possível, – Sigmund Freud, define sonhos, como “desejos repimidos”. Oxalá que consigamos almejar um desses desejos nossos.
Apesar da enorme convicção dos moçambicanos, uma eventual derrota dos Mambas no próximo dia 6 de Setembro frente aos quenianos, nossos adversários directos por uma vaga, no “Africano” de Angola, deita tudo a perder.
Nas contas dos mais optimistas o calendário é favorável para a “equipa de todos nós” que vai fazer dois jogos no seu burgo, o segundo ante a Tunísia, a 14 de Novembro. Antes teremos uma deslocação difícil à Nigéria, uma séria candidata a chegar ao Mundial a par dos Leões do Cartago. Por outro lado, o Quénia terá duas deslocações complicadíssimas para Maputo e Tunis.
No arranque desta campanha colocamos a fasquia bem alto, após o empate ante o todo-poderoso Nigéria. Fomos a Tunis perder e, para o desalento de todos, baqueamos no Quénia, se calhar por termos subestimado o adversário, pois tomámo-lo como pêra-doce, um pecado mortal.
Mas também em Nairobi sentimos a falta e a forte dependência de alguns bahitues da selecção Kampango, Mano e Miro. Imaginem no dia que jogarmos sem o “puto-maravilha”, Dominguez, por um motivo qualquer. Oxalá que isso não nos aconteça nunca! É imperioso que o seleccionador nacional Mart Nooij encontre alternativas a esses jogadores.
Voltando para a “estrutura antropológica do moçambicano deixar tudo para o fim”, muita gente acredita que à semelhança do que acontecera na segunda fase desta campanha, também podemos voltar a cometer a mesma proeza, e à última hora conseguirmos o tão desejado apuramento. Na ocasião anterior foi sofrível demais esperar pela matemática, numa conjugação de números que parecia impossível. Meus senhores, depender do acaso é delicado e às vezes não dá certo.
Ora, porque eu “penso e logo existo”, sou de opinião que a equipa técnica encontre alternativas dentro do nosso Moçambola, que começa a ser um campeonato cada vez mais competitivo e a produzir estrelas capazes de cintilar em qualquer Galáxia.
Sou compelido a concordar com opiniões segundo as quais Mart, ou “tem medo de perder para não depreciar o seu valor no mercado ou possui uma agenda oculta”, pois pelo contrário não iria recusar jogos de controle para, por um lado, ensaiar novos jogadores e dotá-los de experiência internacional, e por outro experimentar outros esquemas tácticos.
A propósito da triste actuação do guarda-redes Marcelino em Nairobi, e dos resultados menos conseguidos da selecção, cresce a necessidade de se ter um psicólogo na equipa, mas Mart, uma vez mais se recusa. Acenado sobre a possibilidade de contar com um treinador para guarda-redes, a resposta é um monossilábico NÃO. Sem dúvidas que essas são decisões polémicas e discutíveis.
Apelo ao bom senso do seleccionador por forma a que não afaste o público e desvaneça a empatia que se têm da selecção nacional e de si, desde que chegou à Moçambique em Fevereiro de 2007, onde em jogos de qualificação para as duas últimas campanhas de quelificação para o CAN-2008 e CAN/Mundial’2010, ganhou quatro jogos, perdeu tantos outros e empatou cinco, três dos quais frente aos colossos Senegal, Costa do Marfim e Nigéria. Estas partidas saldaram em 13 golos marcados e 11 sofridos.
quarta-feira, 11 de março de 2009
MAXAQUENE COMPRA CAMPO DO ATLÉTICO MUÇULMANO
Teve um desenlance feliz o negócio entre o Maxaquene, o Atlético Muçulmano e o Grupo AFRIN, visando a venda dos campos dos muçulmanos e dos tricolores.
A partir deste sábado, o Maxaquene será o novo dono do Complexo Desportivo do Atlético, colocando ponto final a oito meses de aturadas negociações, caracterizadas por recuos e avanços de ambas partes. Os números envolvidos no negócio não foram revelados, não obstante a pressão dos jornalistas nesse sentido.
Assim, muito brevemente, os tricolores deverão remodelar as instalações adequando-as às suas cores, para além da colocação de holofotes, para a realização de jogos à noite. Consta ainda dos projectos dos maxacas a atribuição de de um novo nome para o recinto, que deverá estar associado a uma instituição bancária ainda não revelada. “Neste momento há dois bancos interessados no negócio”, assegurou Rafindine Mahomed.
Intervindo no acto de apresentação pública do campo, o presidente do Maxaquene, Rafindine Mahomed, disse que o negócio vem satisfazer as ambições da sua equipa que passam necessariamente pela criação de condições condignas para o plantel de futebol. E para justificar a opção da venda de parte do património do clube, que inclui o campo de futebol e a antiga sede social, a nossa fonte socorreu-se do estado de degração em que se apresentam as bancadas, que “no ano passado, aquando da realização de um espectáculo musical, parte delas ameaçava ruir a qualquer momento, e para não corrermos riscos, decidimos por vender o campo”, afirmou Mahomed para mais adiante evocar o estado lastimável do relvado, que muitas vezes obrigou o português Litos a reclamar publicamente, a falta de um piso de qualidade para o futebol que pretende que a sua equipa pratique.
CAMPO DO MAXAQUENE PASSA PARA O GRUPO AFRIN
Consumado o negócio de compra do campo do Atlético por parte dos tricolores, cabe agora ao Grupo AFRIN assumir as suas instalações, que ao que o DM sabe, num futuro breve transformar-se-ão numa cadeia de hotéis e supermercados. O representante deste grupo que actua na área de hotelaria e de imobiliária, Mehmudumia Amodo, evitou pronunciar-se acerca dos projectos que irá desenvolver no espaço, mas garantiu ter desempanhado um papel fundamental no negócio, o que acabou viabilizando a sua realização. “Congratulo-me com este projecto feliz. É verdade que o grupo AFRIN foi a peça fundamental para o projecto do Maxaquene e desde logo se propôs a compartilhar este plano desportivo e, por isso, tudo fizemos para que chegasse a este final. A partir do próximo dia 15 será pertença do Clube de Desportos da Maxaqune e nos próximos dois meses será feita a escritura pública.”
Para que não haja equívocos, o negócio da venda do património do Maxaquene não inclui o seu imponente Pavilhão Gimnodesportivo, considerado a catedral do basquete moçambicano, e a actual sede social do clube, conforme garantias dadas pelo líder máximo dos maxacas.
DERBY NO DIA DO BAPTISMO
Os tricolores descerão domingo ao ex-relvado dos muçulmanos na condição de novos inquilinos, para defrontar o Ferroviário de Maputo, num verdadeiro baptismo à nova casa, que se pretende traga muitas alegrias aos aficcionados da equipa, tal como se ouviu de várias pessoas presentes na cerimónia.
Com efeito, os tricolores passam a ser donos de pleno direito do campo só depois das zero horas do dia 14 de Março, após a realização do jogo entre o Atlético e a Liga Muçulmana, jogo que os pupilos de Salvado farão ainda na condição de donos. posto isto o Maxaquene passará a ditar as normas como proprietário.
O FUTURO DO ATLÉTICO
Tal como rezam os regulamentos da Liga Moçambicana de Futebol, o futuro do Atlético passará pela Matola, onde vai efectuar os jogos oficiais num recinto que já foi seu. A longo prazo, os muçulmanos poderão contruir um novo complexo desportivo, mas esta posição ainda não é oficial, pois a direcção do clube não se fez representar na cerimónia de apresentação pública do novo campo do Maxaquene.(x)
A partir deste sábado, o Maxaquene será o novo dono do Complexo Desportivo do Atlético, colocando ponto final a oito meses de aturadas negociações, caracterizadas por recuos e avanços de ambas partes. Os números envolvidos no negócio não foram revelados, não obstante a pressão dos jornalistas nesse sentido.
Assim, muito brevemente, os tricolores deverão remodelar as instalações adequando-as às suas cores, para além da colocação de holofotes, para a realização de jogos à noite. Consta ainda dos projectos dos maxacas a atribuição de de um novo nome para o recinto, que deverá estar associado a uma instituição bancária ainda não revelada. “Neste momento há dois bancos interessados no negócio”, assegurou Rafindine Mahomed.
Intervindo no acto de apresentação pública do campo, o presidente do Maxaquene, Rafindine Mahomed, disse que o negócio vem satisfazer as ambições da sua equipa que passam necessariamente pela criação de condições condignas para o plantel de futebol. E para justificar a opção da venda de parte do património do clube, que inclui o campo de futebol e a antiga sede social, a nossa fonte socorreu-se do estado de degração em que se apresentam as bancadas, que “no ano passado, aquando da realização de um espectáculo musical, parte delas ameaçava ruir a qualquer momento, e para não corrermos riscos, decidimos por vender o campo”, afirmou Mahomed para mais adiante evocar o estado lastimável do relvado, que muitas vezes obrigou o português Litos a reclamar publicamente, a falta de um piso de qualidade para o futebol que pretende que a sua equipa pratique.
CAMPO DO MAXAQUENE PASSA PARA O GRUPO AFRIN
Consumado o negócio de compra do campo do Atlético por parte dos tricolores, cabe agora ao Grupo AFRIN assumir as suas instalações, que ao que o DM sabe, num futuro breve transformar-se-ão numa cadeia de hotéis e supermercados. O representante deste grupo que actua na área de hotelaria e de imobiliária, Mehmudumia Amodo, evitou pronunciar-se acerca dos projectos que irá desenvolver no espaço, mas garantiu ter desempanhado um papel fundamental no negócio, o que acabou viabilizando a sua realização. “Congratulo-me com este projecto feliz. É verdade que o grupo AFRIN foi a peça fundamental para o projecto do Maxaquene e desde logo se propôs a compartilhar este plano desportivo e, por isso, tudo fizemos para que chegasse a este final. A partir do próximo dia 15 será pertença do Clube de Desportos da Maxaqune e nos próximos dois meses será feita a escritura pública.”
Para que não haja equívocos, o negócio da venda do património do Maxaquene não inclui o seu imponente Pavilhão Gimnodesportivo, considerado a catedral do basquete moçambicano, e a actual sede social do clube, conforme garantias dadas pelo líder máximo dos maxacas.
DERBY NO DIA DO BAPTISMO
Os tricolores descerão domingo ao ex-relvado dos muçulmanos na condição de novos inquilinos, para defrontar o Ferroviário de Maputo, num verdadeiro baptismo à nova casa, que se pretende traga muitas alegrias aos aficcionados da equipa, tal como se ouviu de várias pessoas presentes na cerimónia.
Com efeito, os tricolores passam a ser donos de pleno direito do campo só depois das zero horas do dia 14 de Março, após a realização do jogo entre o Atlético e a Liga Muçulmana, jogo que os pupilos de Salvado farão ainda na condição de donos. posto isto o Maxaquene passará a ditar as normas como proprietário.
O FUTURO DO ATLÉTICO
Tal como rezam os regulamentos da Liga Moçambicana de Futebol, o futuro do Atlético passará pela Matola, onde vai efectuar os jogos oficiais num recinto que já foi seu. A longo prazo, os muçulmanos poderão contruir um novo complexo desportivo, mas esta posição ainda não é oficial, pois a direcção do clube não se fez representar na cerimónia de apresentação pública do novo campo do Maxaquene.(x)
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Roubalheira que qualificou os "Mambas"

O jogo mais badalado da segunda fase de apuramento para o CAN e Mundial de 2010, terá sido sem sombras para dúvidas, o Madagáscar/Moçambique, em Antananarivo, com arbitragem sul-africana. O tal em que uma grande penalidade "fantasma" foi-nos assinalada ao cair do pano, "entornando desta feita o caldo". Mesmo sem convencer, os pupilos de Mart Nooij, conservavam uma magra vaantagem de 1-0, no jogo, com golo de Dário Monteiro, amado por uns e odeiado por outros.
No final do jogo, os moçambicanos perderam a cabeça, e não havia adjectivos para qualificar aquele juiz sul-africano, conotado até com os inesquecíveis actos de xenofobia que se abateram, sem explicação nenhuma, sobre dois povos com relações seculares, a todos os níveis. Porém, aquele empate em Antananarivo acabou sendo a "bóia de salvação" dos Mambas, explico porque:
- Com a desqualificação do Tchad das eliminatórias, devido à ingêrencias do governo daquele país, na Federação, a CAF passou a adoptar um novo critério de qualificação, passando a apurar para a outra fase todos os primeiros classificados dos doze grupos constituídos e os oito segundos melhores classificados, deixando ainda de contar os pontos e os golos conseguidos à custa do último classificado. Depois do descalabro dos Mambas em pleno Estádio da Machava, diante do Botswana, havia necessidade de recorrer-se a "indispensável calculadora". Mas, de jornada a jornada, o grupo VII, Deus parecia ser moçambicana, pois o grupo VII, o tal dos Mambas, mostrava-se atípico, com os out-siders malgaxes a surpreenderem a tudo e todos.
- Ora, se o Madagáscar tivesse perdido com Moçambique, seria o último lugar do Grupo, o que quer dizer que os Mambas perderiam seis preciosos pontos, somados a mais um ganho diante dos Elefantes, que no final acabaram fazendo a diferença. Asssim, Moçambique ficaria com cinco pontinhos, insuficientes para ir à "liguilha" com o Uganda, que levou desvantagem no goal-average. Com o Botswana em último lugar, só se foram os três pontos perdidos com as Zebras, no tal jogo de má memória na Machava para Mart Noiij, que acabou vendo até onde ia a ira dos moçambicanos, quando beliscados no seu orgulho.
Agora estamos num grupo, para não variar, difícil, e há que tomar em conta o Kenya, pois parece acessível, se tomarmos em consideração os outros colossos, Nigéria e Tunísia, habitués nas provas continentais inter-selecções e inter-clubes.
Acima de tudo há que aprender com os erros do passado e não temer as "estrelas" nigerianas e tantas outras que escalarão a Machava nesta derradeira fase rumo ao Mundial. Uma lição fica, não fosse a nossa humildade, teríamos vexado a Costa do Marfim, que vinha na sua máxima força, com a excepção do fogoso e profícuo atacante do Chelsea, Didier Drogba. Foi assim também com o Senegal de El Hadji Diouf.
EU ACREDITO!
No final do jogo, os moçambicanos perderam a cabeça, e não havia adjectivos para qualificar aquele juiz sul-africano, conotado até com os inesquecíveis actos de xenofobia que se abateram, sem explicação nenhuma, sobre dois povos com relações seculares, a todos os níveis. Porém, aquele empate em Antananarivo acabou sendo a "bóia de salvação" dos Mambas, explico porque:
- Com a desqualificação do Tchad das eliminatórias, devido à ingêrencias do governo daquele país, na Federação, a CAF passou a adoptar um novo critério de qualificação, passando a apurar para a outra fase todos os primeiros classificados dos doze grupos constituídos e os oito segundos melhores classificados, deixando ainda de contar os pontos e os golos conseguidos à custa do último classificado. Depois do descalabro dos Mambas em pleno Estádio da Machava, diante do Botswana, havia necessidade de recorrer-se a "indispensável calculadora". Mas, de jornada a jornada, o grupo VII, Deus parecia ser moçambicana, pois o grupo VII, o tal dos Mambas, mostrava-se atípico, com os out-siders malgaxes a surpreenderem a tudo e todos.
- Ora, se o Madagáscar tivesse perdido com Moçambique, seria o último lugar do Grupo, o que quer dizer que os Mambas perderiam seis preciosos pontos, somados a mais um ganho diante dos Elefantes, que no final acabaram fazendo a diferença. Asssim, Moçambique ficaria com cinco pontinhos, insuficientes para ir à "liguilha" com o Uganda, que levou desvantagem no goal-average. Com o Botswana em último lugar, só se foram os três pontos perdidos com as Zebras, no tal jogo de má memória na Machava para Mart Noiij, que acabou vendo até onde ia a ira dos moçambicanos, quando beliscados no seu orgulho.
Agora estamos num grupo, para não variar, difícil, e há que tomar em conta o Kenya, pois parece acessível, se tomarmos em consideração os outros colossos, Nigéria e Tunísia, habitués nas provas continentais inter-selecções e inter-clubes.
Acima de tudo há que aprender com os erros do passado e não temer as "estrelas" nigerianas e tantas outras que escalarão a Machava nesta derradeira fase rumo ao Mundial. Uma lição fica, não fosse a nossa humildade, teríamos vexado a Costa do Marfim, que vinha na sua máxima força, com a excepção do fogoso e profícuo atacante do Chelsea, Didier Drogba. Foi assim também com o Senegal de El Hadji Diouf.
EU ACREDITO!
terça-feira, 22 de julho de 2008
CHIQUINHO CONDE NOVO TREINADOR DO DESPORTIVO

O antigo capitão da Selecção Nacional de Futebol, os Mambas, Francisco Queirol Conde Júnior, mais conhecido por Chiquinho Conde, é o novo treinador da equipa principal de futebol do Grupo Desportivo de Maputo, em substituição de Antero Cambaco que, na noite do último domingo colocou seu lugar à disposição depois da derrota diante do Ferroviário de Maputo, por 2-0, em jogo da quinta jornada do Moçambola-2008.
O anúncio de Chiquinho Conde como novo treinador do Desportivo de Maputo foi anunciado esta manhã (30 de Abril) em Conferência de Imprensa por Óscar Paul, vice-presidente do clube para a área do marketing.
De acordo com Óscar Paul, a escolha de Chiquinho Conde para novo treinador dos alvi-negros não foi tarefa fácil e a mesma só foi possível depois de terem sido equacionadas muitos aspectos, tendo-se chegado à conclusão de que o ex-capitão dos Mambas era a pessoa ideal para o efeito.
“Depois de analise de diferentes currículos, escolhemos o treinador Francisco Queirol Conde Júnior, para assumir o lugar de treinador principal do GDM, tendo o acordo sido fechado, na noite de ontem, 3ª feira, 29 de Abril, em Lisboa (Portugal), pelo vice presidente para as modalidades, Dr. António Grispos.
O que pesou na escolha dele foi a capacidade de liderança, o nível de formação (4º nível) e a crença de que irá ajudar-nos a dar a volta aos maus resultados” - disse Óscar Paul para quem o acordo é bom para os dois lados, ou seja, para o clube e o treinador.
Refira-se que o acordo é válido por 19 meses e Chiquinho Conde chega a Maputo, ido de Lisboa, na próxima sexta-feira, dia 2 de Maio, e começará a trabalhar imediatamente com a equipa.
O novo treinador manifestou interesse em trabalhar com a actual equipa técnica, até então liderada por Antero Cambaco.
Fonte: http://www.desportivo.co.mz/
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Jogo atípico

Maxaquene, 0 – Ferroviário de Nampula, 0
Maxaquene e Ferroviário de Maputo apresentaram-se em campo prontos para brindar os cerca de dois espectadores que acorreram ao campo dos tricolores, debalde. O embate contava para a décima segunda jornada do Moçambola-2008. O jogo não teve muitos motivos de interesse, tudo por culpa dos intervenientes. O Ferroviário de Nampula a jogar para não perder e o Maxaquene bastante tímido. Resultado, a primeira vintena de minutos foi mesmo para esquecer. Só aos vinte e cinco minutos é que vimos a primeira situação digna de relevo, quando Liberty, experimenta a potência do seu remate, cujo resultado não surtiu grandes efeitos. Era a segunda vez que o zimbabweano rematava para a baliza do tranquilo guarda-redes Mohamed.Nos minutos que se seguiram o jogo foi seguindo a mesma toada, até que aos 32 minutos, o internacional malawiano, Limbani, cai desamparado no relvado, acometido por uma doença denominada epilepsia. Durante alguns minutos o jogador ficou a contorcer-se com dores, acabando por ser transportado, de emergência, para o Hospital Central de Maputo, para os respectivos cuidados médicos. Relatos que nos chegam de Nampula dão conta de que esta é a segunda vez que o jogador sofre tal crise, em pleno jogo de futebol, o que pode ser fatal. O estádio ficou gelado, e alguns jogadores até levaram as mãos à cabeça, temendo o pior. Para colmatar a saída do experiente e talentoso malawiano, Nacir Armando lançou para o jogo o extremo Nando, que com algum custo acabou engrenando no jogo, isto só na segunda metade da contenda. O Ferroviário de Nampula apostava em contra-ataques rápidos e venenosos. E numa dessas situações, Hélder Pelembe, leva consigo toda a linha ofensiva da sua equipa, num daqueles ataques em bloco da sua equipa, com o esférico a esbarrar numa floresta de pernas da defensiva tricolor, comandada pelo central Narciso, que vai crescendo a olhos vistos. Os pupilos de Nacir Armando mostravam-se muito perigosos neste tipo de jogadas, sua arma principal em jogos feitos fora do seu burgo. Aliás Nacir privilegia a defesa à zona, para em lances de contra-ataque, surpreender os seus adversários. E porque o jogo decorria a passo de camaleão, com jogadas denunciadas e passes transviados, só aos 41 minutos, Eurico volta a aquecer os espectadores sentados nas frias bancadas do campo do Maxaquene. O avançado tricolor, com tudo para fazer o golo, sozinho na área de rigor, faz o mais difícil rematando frouxo e sem perigo para os forasteiros, no melhor lance da primeira parte. Quanta displicência do atacante tricolor! O intervalo viria logo a seguir e o descanso para os atletas refrescarem-se e os treinadores traçarem novas estratégia, pois já se impunha. A segunda parte começa com o Ferroviário de Nampula algo crescido que o seu adversário, mas sem que chegasse a assustar, ou a criar calafrios aos defesas contrários. Nesse período de ascendência locomotiva, registo para o remate de Nando que, mal medido, sai rente ao poste esquerdo de Dionísio, com o esférico a bater mesmo a rede, dando sensação de golo. Aos 60 minutos, o mesmo jogador volta a estar no centro das atenções, com um cabeceamento que vai até ao poste direito de Dionísio, com o árbitro Justino Faduco a sancionar, erradamente, um pontapé de canto para os locomotivas. A resposta do Maxaquene viria, com Kito I - em dia não – que num cruzamento traiçoeiro, por pouco colocava o esférico no fundo das malhas de Mahomed, mas, caprichosamente o esférico passa a roçar a trave da baliza.Aos 70 minutos, novo remate, sem resultado de Kito I, numa jogada bem desenhada pela frente atacante tricolor e bastante aplaudida pelos seus aficcionados.O pouco perfume de um bom futebol estava reservado para os últimos vinte minutos do jogo, com o Maxaquene a fixar-se praticamente no meio campo contrário. Neste bom momento do jogo, faltou cabeça fria aos avançados do tricolores. Recordemos alguns desses momentos: Amílcar, aproveita da melhor maneira o adiantamento da defesa contrária, só que no momento do remate, prefere passar o esférico para o seu colega de ataque, Jordão, que já desenquadrado com a baliza, remata fraco, para uma defesa fácil do tanzaniano Mohamed, jogava-se o minuto 85. Pouco antes, havia sido Macamito a falhar a intercepção de um passe letal do trinco King. Faltaram pernas ao avançado, pois a idade começa a pesar. Já quase no fim, Kito I, cruza o esférico, com conta, peso e medida para uma óptima recepção de Matlhombe, que remata frouxo. Em resposta, o Ferroviário quase entornava o caldo, Nando faz tudo perfeito, só que o remate acaba sendo travado por Dionísio para canto. Na sequência do lance, nada de novo aconteceu, com o esférico a ser rechaçado pela defesa do Maxaquene.De frisar que o técnico do Maxaquene, o italiano Enrico Bozzano, continua a orientar os seus pupilos da bancada, esperando que seja permitido sentar-se no banco pela Liga Moçambicana de Futebol. Pelas informações que colhemos junto da direcção do Maxaquene, espera-se a qualquer momento a recepção da documentação do técnico para que possa ser entregue ao órgão que rege o Moçambola-2008. As duas equipas teimavam em não marcar, até que Justino Faduco decide pelo fim da contenda, sem que tivesse influenciado no resultado, apesar de alguns erros, próprios de um trabalho em equipe. Em alguns momentos assistiu-se a uma descoordenação com os seus auxiliares. No capítulo disciplinar, Faduco foi igual a si mesmo, exibindo os cartões amarelos quando se impunha, disciplinando desta feita os artistas. FICHA TÉCNICA Campo do MaxaqueneAssistência cerca de 2 mil espectadoresArbitragem: Juiz principal: Justino Faduco (2)1º Assistente: Henriques Langa2º Assistente: Carlos Paulino4º Árbitro: Aníbal ArmandoDisciplina: Amarelos para Campira, Narciso e Eurico (Maxaquene); Serginho (Ferroviário de Nampula)Maxaquene: Dionísio (2); Fredy (2), Campira (2) e Narciso (3); Kito II (2), King (3), Jumisse (1), Liberty (2) e Eurico (2); Kito I (2) e Macamito (2).Jogaram ainda: Amilcar (1), Matlhombe (1) e Jordão (1), para os lugares de Eurico, Jumisse e Liberty, respectivamente.Treinador: Enrico Bozzano Ferroviário de Nampula: Muhamad (2); Faife (2), Kiki (3), Jonas (2), Elídio (3), Marufo (2), Serginho (3), Hélder Pelembe (2), Elfídio (2), Limbani (2) Hélder Cuinica (2).Jogaram ainda: Mipato (1), Nando (2) e Dula (1), para os lugares de Hélder Pelembe, Limbani e Hélder Cuinica, respectivamente.Treinador: Nacir Armando
Maxaquene e Ferroviário de Maputo apresentaram-se em campo prontos para brindar os cerca de dois espectadores que acorreram ao campo dos tricolores, debalde. O embate contava para a décima segunda jornada do Moçambola-2008. O jogo não teve muitos motivos de interesse, tudo por culpa dos intervenientes. O Ferroviário de Nampula a jogar para não perder e o Maxaquene bastante tímido. Resultado, a primeira vintena de minutos foi mesmo para esquecer. Só aos vinte e cinco minutos é que vimos a primeira situação digna de relevo, quando Liberty, experimenta a potência do seu remate, cujo resultado não surtiu grandes efeitos. Era a segunda vez que o zimbabweano rematava para a baliza do tranquilo guarda-redes Mohamed.Nos minutos que se seguiram o jogo foi seguindo a mesma toada, até que aos 32 minutos, o internacional malawiano, Limbani, cai desamparado no relvado, acometido por uma doença denominada epilepsia. Durante alguns minutos o jogador ficou a contorcer-se com dores, acabando por ser transportado, de emergência, para o Hospital Central de Maputo, para os respectivos cuidados médicos. Relatos que nos chegam de Nampula dão conta de que esta é a segunda vez que o jogador sofre tal crise, em pleno jogo de futebol, o que pode ser fatal. O estádio ficou gelado, e alguns jogadores até levaram as mãos à cabeça, temendo o pior. Para colmatar a saída do experiente e talentoso malawiano, Nacir Armando lançou para o jogo o extremo Nando, que com algum custo acabou engrenando no jogo, isto só na segunda metade da contenda. O Ferroviário de Nampula apostava em contra-ataques rápidos e venenosos. E numa dessas situações, Hélder Pelembe, leva consigo toda a linha ofensiva da sua equipa, num daqueles ataques em bloco da sua equipa, com o esférico a esbarrar numa floresta de pernas da defensiva tricolor, comandada pelo central Narciso, que vai crescendo a olhos vistos. Os pupilos de Nacir Armando mostravam-se muito perigosos neste tipo de jogadas, sua arma principal em jogos feitos fora do seu burgo. Aliás Nacir privilegia a defesa à zona, para em lances de contra-ataque, surpreender os seus adversários. E porque o jogo decorria a passo de camaleão, com jogadas denunciadas e passes transviados, só aos 41 minutos, Eurico volta a aquecer os espectadores sentados nas frias bancadas do campo do Maxaquene. O avançado tricolor, com tudo para fazer o golo, sozinho na área de rigor, faz o mais difícil rematando frouxo e sem perigo para os forasteiros, no melhor lance da primeira parte. Quanta displicência do atacante tricolor! O intervalo viria logo a seguir e o descanso para os atletas refrescarem-se e os treinadores traçarem novas estratégia, pois já se impunha. A segunda parte começa com o Ferroviário de Nampula algo crescido que o seu adversário, mas sem que chegasse a assustar, ou a criar calafrios aos defesas contrários. Nesse período de ascendência locomotiva, registo para o remate de Nando que, mal medido, sai rente ao poste esquerdo de Dionísio, com o esférico a bater mesmo a rede, dando sensação de golo. Aos 60 minutos, o mesmo jogador volta a estar no centro das atenções, com um cabeceamento que vai até ao poste direito de Dionísio, com o árbitro Justino Faduco a sancionar, erradamente, um pontapé de canto para os locomotivas. A resposta do Maxaquene viria, com Kito I - em dia não – que num cruzamento traiçoeiro, por pouco colocava o esférico no fundo das malhas de Mahomed, mas, caprichosamente o esférico passa a roçar a trave da baliza.Aos 70 minutos, novo remate, sem resultado de Kito I, numa jogada bem desenhada pela frente atacante tricolor e bastante aplaudida pelos seus aficcionados.O pouco perfume de um bom futebol estava reservado para os últimos vinte minutos do jogo, com o Maxaquene a fixar-se praticamente no meio campo contrário. Neste bom momento do jogo, faltou cabeça fria aos avançados do tricolores. Recordemos alguns desses momentos: Amílcar, aproveita da melhor maneira o adiantamento da defesa contrária, só que no momento do remate, prefere passar o esférico para o seu colega de ataque, Jordão, que já desenquadrado com a baliza, remata fraco, para uma defesa fácil do tanzaniano Mohamed, jogava-se o minuto 85. Pouco antes, havia sido Macamito a falhar a intercepção de um passe letal do trinco King. Faltaram pernas ao avançado, pois a idade começa a pesar. Já quase no fim, Kito I, cruza o esférico, com conta, peso e medida para uma óptima recepção de Matlhombe, que remata frouxo. Em resposta, o Ferroviário quase entornava o caldo, Nando faz tudo perfeito, só que o remate acaba sendo travado por Dionísio para canto. Na sequência do lance, nada de novo aconteceu, com o esférico a ser rechaçado pela defesa do Maxaquene.De frisar que o técnico do Maxaquene, o italiano Enrico Bozzano, continua a orientar os seus pupilos da bancada, esperando que seja permitido sentar-se no banco pela Liga Moçambicana de Futebol. Pelas informações que colhemos junto da direcção do Maxaquene, espera-se a qualquer momento a recepção da documentação do técnico para que possa ser entregue ao órgão que rege o Moçambola-2008. As duas equipas teimavam em não marcar, até que Justino Faduco decide pelo fim da contenda, sem que tivesse influenciado no resultado, apesar de alguns erros, próprios de um trabalho em equipe. Em alguns momentos assistiu-se a uma descoordenação com os seus auxiliares. No capítulo disciplinar, Faduco foi igual a si mesmo, exibindo os cartões amarelos quando se impunha, disciplinando desta feita os artistas. FICHA TÉCNICA Campo do MaxaqueneAssistência cerca de 2 mil espectadoresArbitragem: Juiz principal: Justino Faduco (2)1º Assistente: Henriques Langa2º Assistente: Carlos Paulino4º Árbitro: Aníbal ArmandoDisciplina: Amarelos para Campira, Narciso e Eurico (Maxaquene); Serginho (Ferroviário de Nampula)Maxaquene: Dionísio (2); Fredy (2), Campira (2) e Narciso (3); Kito II (2), King (3), Jumisse (1), Liberty (2) e Eurico (2); Kito I (2) e Macamito (2).Jogaram ainda: Amilcar (1), Matlhombe (1) e Jordão (1), para os lugares de Eurico, Jumisse e Liberty, respectivamente.Treinador: Enrico Bozzano Ferroviário de Nampula: Muhamad (2); Faife (2), Kiki (3), Jonas (2), Elídio (3), Marufo (2), Serginho (3), Hélder Pelembe (2), Elfídio (2), Limbani (2) Hélder Cuinica (2).Jogaram ainda: Mipato (1), Nando (2) e Dula (1), para os lugares de Hélder Pelembe, Limbani e Hélder Cuinica, respectivamente.Treinador: Nacir Armando
segunda-feira, 7 de julho de 2008
De chicotada em chicotada vai o Mocambola-2008
À décima jornada do Mocambola-2008, já vao em tres as chicotadas psicológicas. A primeira vítima de maus resultados foi Antero Cambaco, do Desportivo de Maputo. No seu lugar foi "recrutado" Chiquinho Conde, que em 2006, saiu pela porta pequena do seu "clube de coracao", o Maxaquene. Cabia ao "dito cujo" tirar o Desportivo da linha de água, desiderato que está a ser alcancado pelo ex-capitao dos Mambas. De frisar que Cambaco herdara um plantel depenado, depois das saídas de Dominguez, Carlitos, Josimar e Maurício. Aliás Cambaco substituiu do cargo, Uzaras Mahomed, que na altura já tinha a corda no pescoco, tendo, num acto sem paralelo no país, colocado o seu lugar a disposicao.
A segunda chicotada viria do vizinho Maxaquene, com Semedo a seguir as peugadas de Cambaco. e porque "não há dois sem tres", eis que no centro, o Textáfrica de Chimoio decide afastar Miguel Júnior, também por maus resultados. para a sua substituicao foi indigitado nada mais nada menos que Uzaras Mahomed, que semanas antes até esteve a treinar o Desportivo de Bárue. Habituado a grandes desafios, tal como ele próprio diz, terá de resgatar os fabris do planalto do fundo do poco, uma tarefa que se mostra difícil, até porque na sua estreia perdeu por duas bolas sem concorrencia ante o Ferroviário de Nampula, treinado por Nacir Armando.
Facto curioso foi o afastamento momentâneo do brasileiro da Liga Muculmana, Paulo Camargo, logo após o afastamento dos muculmanos da Taca de Mocambique pela mão da Académica de Maputo, por concludentes 2-0. Volvidas algumas horas, a direccao da Liga decidiu retratar-se reconduzindo o técnico para o seu lugar, dando assim, o dito pelo nao dito.
no capítulo dos insólitos vale a pena recordar o afastamento precoce de Carlos Prieto do comando técnico do Benfica de Macúti, na véspera do início do Mocambola. Por detrás do divórcio estiveram algumas desinteligencias com a direccao dos encarnados.
A segunda chicotada viria do vizinho Maxaquene, com Semedo a seguir as peugadas de Cambaco. e porque "não há dois sem tres", eis que no centro, o Textáfrica de Chimoio decide afastar Miguel Júnior, também por maus resultados. para a sua substituicao foi indigitado nada mais nada menos que Uzaras Mahomed, que semanas antes até esteve a treinar o Desportivo de Bárue. Habituado a grandes desafios, tal como ele próprio diz, terá de resgatar os fabris do planalto do fundo do poco, uma tarefa que se mostra difícil, até porque na sua estreia perdeu por duas bolas sem concorrencia ante o Ferroviário de Nampula, treinado por Nacir Armando.
Facto curioso foi o afastamento momentâneo do brasileiro da Liga Muculmana, Paulo Camargo, logo após o afastamento dos muculmanos da Taca de Mocambique pela mão da Académica de Maputo, por concludentes 2-0. Volvidas algumas horas, a direccao da Liga decidiu retratar-se reconduzindo o técnico para o seu lugar, dando assim, o dito pelo nao dito.
no capítulo dos insólitos vale a pena recordar o afastamento precoce de Carlos Prieto do comando técnico do Benfica de Macúti, na véspera do início do Mocambola. Por detrás do divórcio estiveram algumas desinteligencias com a direccao dos encarnados.
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